Livro "O Algoritmo do Ressentimento"
Por que a mentira vence a verdade no seu celular?
Descubra como os algoritmos manipulam sua mente e como se libertar
O Algoritmo do Ressentimento: Por que a mentira vence a verdade no seu celular? propõe uma investigação profunda sobre a crise da verdade na era digital. A obra defende que a desinformação contemporânea não é um erro do sistema, mas um projeto arquitetônico de poder que explora vulnerabilidades biológicas e históricas para corroer a democracia.
O percurso intelectual da obra é dividido em uma trajetória de sete etapas fundamentais:
A Gênese Histórica (Capítulo 1): O livro inicia desmistificando a ideia de que as fake news são uma novidade. O autor conecta as estratégias de manipulação de regimes autoritários do século XX — como o Fascismo, o Nazismo e o Integralismo brasileiro — à nova roupagem tecnológica, demonstrando como a "Grande Mentira" foi atualizada para o enxame viral dos algoritmos.
O Regime da Infocracia (Capítulo 2): A análise avança para o conceito de Infocracia, de Byung-Chul Han. Aqui, o leitor compreende a mudança do modelo de repressão visível para uma dominação sutil, onde o excesso de informação emocional esgota nossa capacidade de julgamento e o celular se torna um aparato de submissão voluntária.
O Sequestro da Razão (Capítulo 3): Mergulhando na neurociência e na psicologia comportamental, o texto explica por que o cérebro humano é "fisgado" pela mentira. Utilizando os Sistemas 1 (emocional) e 2 (racional) de Daniel Kahneman, a obra revela como a lealdade tribal e a necessidade de pertencimento sobrepõem-se à verdade factual.
A Engenharia da Irrealidade (Capítulo 4): Neste ponto, são detalhadas as ferramentas práticas de manipulação digital, como o microtargeting e a propaganda computacional. O autor descreve a construção de ecossistemas informacionais fechados que isolam indivíduos em realidades paralelas, tornando-os imunes ao debate público.
A Dupla Corrosão (Capítulo 5): O livro analisa os danos sistêmicos causados por essa arquitetura: a corrosão ética (que normaliza a crueldade e transforma o adversário em inimigo) e a corrosão epistêmica (que dissolve a fronteira entre fato e ficção), inviabilizando o acordo sobre a realidade compartilhada.
Instrumentalização da Fé e Poder (Capítulo 6): Uma análise sobre como movimentos religiosos têm sido esvaziados de seu sentido espiritual para servir como ferramenta de controle político, criando figuras messiânicas e o "paradoxo do vitimismo" como estratégias de manutenção de poder.
O Manifesto da Reexistência (Capítulo 7): A jornada culmina na proposta central do autor: a Reexistência. Diferente da resistência passiva, este conceito propõe uma reconstrução ativa da cultura democrática por meio de microatos cotidianos, como a pausa ética antes do compartilhamento e a valorização da dúvida, restaurando o mundo comum e a justiça cognitiva.
Ao final, a obra deixa de ser apenas uma crítica ao capitalismo de vigilância para se tornar um guia ético e prático para quem deseja retomar o controle de sua própria racionalidade e proteger o futuro do debate democrático.
- Entender por que notícias falsas viralizam mais que a verdade.
- Estratégias para detectar manipulação no feed do celular.
- Ferramentas para consumir conteúdo com mente crítica.
- Materias extras: Aulas gravadas de cada capítulo, áudios para complementar conteúdos, infográficos
